16 de mar de 2016

Patinhos Feios #4

Continuando meu TOP 6 (dividido em seis posts) de:


Melhores Histórias de Patinhos Feios Ever!

4- O Anjo da Noite.


Sim, vai ter livrinho de banca nessa lista, sim senhor! ;)

Houve uma fase na minha vida em que eu lia muitos desses romances de banca, principalmente porque eram baratos e cheios de páginas. ;) É verdade, a maioria deles é clichê e sem grandes novidades, do tipo que você lê em uma tarde entediada para se distrair, e quando termina, logo esquece do que se tratava. Mas eu sempre digo: às vezes você dá sorte, e ao pegar um desses livrinhos esperando mais do mesmo, acaba se deparando com uma história maravilhosa. De fato, alguns dos meus livros preferidos são justamente romances de banca. ;) Esses livrinhos especiais eu guardo na minha coleção, e o quarto item do meu TOP 6 é um deles: O Anjo da Noite foi o terceiro livrinho de banca que li na vida, lá no começo da adolescência, e apesar de ter vários dos clichês típicos, é uma história que me marcou e que amo até hoje. 

- - - - -

Ainda criança, a vida de Gwendolyn mudou completamente ao perder os pais e ver sua propriedade, Cravenmoor, ficar nas mãos de seu tio cruel e sanguinário, Titus. Gwendolyn era uma menina excepcionalmente bonita, e seu destino seria certamente terrível vivendo ao lado do tio desalmado em meio à sua corte pervertida. Para protegê-la, seus cuidadores decidem criar um disfarce para a criança: desta forma, Gwendolyn cresce escondida sob cabelos emaranhados, vestida em roupas feias, cheias de enchimentos, além de fingir ser manca e ter problemas mentais.

O disfarce é eficaz, e Gwendolyn consegue escapar de violências maiores... mas a existência em Cravenmoor é um pesadelo repleto de humilhações, insegurança e rancor. Tudo muda, porém, quando ela descobre que deve se casar com um herdeiro de reputação duvidosa, devido a um acordo feito por seus pais muitos anos antes. Titus tem certeza de que o homem não aceitará se casar com uma mulher como sua sobrinha, mas para Gwendolyn, a situação é imprevisível: se o noivo se revelasse honrado, ela poderia escapar para sempre do jugo do tio... Mas como revelar seu segredo sem ter tal certeza? Por isso, em meio às dúvidas, a jovem decide manter seu disfarce até conhecer o noivo o suficiente para saber se poderia confiar nele...

Desta forma, a comitiva de Cravenmoor parte rumo a Mistedge - a propriedade de Falke, noivo de Gwendolyn. A chegada é conturbada: todos ficam chocados com a figura lastimável da moça, o que logo lhe rende um apelido nada lisonjeiro: Lady Wren, em comparação a um pássaro pouco gracioso. Porém, Falke rapidamente percebe que há mais sobre sua noiva do que a superfície chocante deixa entrever, ainda que a princípio não tenha noção da extensão de seus artifícios... Mas não tarda a descobrir: pouco depois da chegada de Lady Wren a Mistedge, a tragédia se abate sobre a propriedade na forma de uma epidemia de febre que acomete o povoado, terrível e avassaladora. Sendo uma das únicas pessoas que sabe como ajudar, a jovem acaba abandonando parte de seu disfarce para poder auxiliar os aldeões, incapaz de evitar que todos percebam que ela não tem problemas físicos ou mentais. O único disfarce que lhe resta é sua aparência... Enquanto isso, circunstâncias inesperadas e urgentes fazem com que Falke e parte dos nobres de Mistedge partam para o povoado, em meio ao caos da epidemia, enquanto todos os outros permanecem no castelo. E é nesse contexto, enquanto se vê exposta e vulnerável aos olhos de Titus e da corte pérfida de Cravenmoor, que Lady Wren conquista pouco a pouco a lealdade, o respeito e a admiração dos aldeões e dos nobres de Mistedge... Incluindo de seu noivo, Falke. 

Porém, nem tudo são flores - porque em meio a tanto caos, Falke encontra por acaso, na floresta, a mulher mais bonita que já viu. Tão linda que ele decide chamá-la de Anjo, já que ela se nega a revelar sua identidade... Mas mais que beleza, ela tem algo mais: sua forma de falar, seus modos... A verdade é que ela lhe parece tremenda e inexplicavelmente familiar. Porém, não há espaço para distrações como essa em Mistedge: tantos problemas requerem uma liderança forte, enquanto que Lady Wren, agora ainda mais exposta à crueldade do tio, precisa de ajuda. E ajudá-la é tudo o que Falke quer fazer... Entretanto, ainda assim não consegue evitar sentir-se dividido entre a lealdade para com sua admirável e corajosa noiva, e a atração pelo misterioso e irresistível Anjo da noite...

- - - - -

Eu realmente amo essa história. É super melodramática, quase claustrofóbica em alguns momentos de tanto que vemos a mocinha sufocada, na corda bamba, sempre escondida e com medo, passando por verdadeiras provações na mão do tio e do povo nojento de Cravenmoor.

É também uma tremenda história de patinho feio, porque Gwendolyn é absolutamente inteligente, perspicaz, corajosa e linda, mas é obrigada a viver escondida sob a pele da simplória Lady Wren, em constantes maus tratos. É uma verdadeira aflição a espera pelo momento em que ela finalmente vai poder aparecer, parar de se esconder, ser ela mesma...

Outra coisa que amo nesse livro são os verdadeiros dilemas criados por toda essa situação complicada. Como já ficou claro no resumo, no decorrer da história Falke se vê dividido entre sua admirável noiva feia e o Anjo, sem fazer ideia de que, na verdade, elas são a mesma pessoa (ah vá, nem é spoiler, porque isso é revelado rapidamente na história... e afinal, isso aqui é um livrinho de banca, meus caros: é óbvio que as duas seriam a mesma pessoa). Por conta disso, surgem situações de fritar os neurônios... Tipo traições, que na verdade não é traições, ou será que são? #confusa Uma mocinha que sente ciúmes, inveja e até raiva de si mesma - e, incrivelmente, com razão! :P Um mocinho que em alguns momentos é tão lerdo que dá vontade de sacudir. Ou socar. E por aí vai... No decorrer das páginas, a expectativa para que Falke tome vergonha na cara a decisão correta e para que tudo se resolva é intensa... Mas como isso aqui é um livrinho de banca (e segundo o estatuto dos livrinhos de banca, todos eles precisam ter um final feliz, podem conferir), vocês já devem imaginar qual é a escolha dele, né? 

Bom demais. :)

Destaque: Aquele momento em que Lady Wren revela sua verdadeira aparência e uma quantidade considerável de pessoas fica com cara de ponto de interrogação tentando entender o que raios está acontecendo: diversão garantida. :D

- Diana Hall: Não me conformo que só tem dois livros da autora traduzidos para o português, no caso, O Anjo da Noite e um outro de velho oeste que eu sei que li, mas que não me marcou nadinha. Eu queria ler mais coisas da autora, porque a chance de gostar é grande... Mas desse jeito nem rola, né. #fuén.

Continua...

2 comentários:

  1. Cara, que história interessante! Eu quero esse livro!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Haha... cara, eu sou suspeita pra falar, pq amo essa história. ;) Mas só ressaltando de novo: é um livrinho de banca,e tem lá seus clichezões, então tem que dar uma relevada xD

      Bjss

      Excluir

• Os comentários serão respondidos aqui mesmo, no blog.
• Comentários que eu considerar ofensivos não serão aceitos.
• Comentários de propaganda não serão aceitos.
• Caso queira falar comigo sobre algum assunto específico, deixe seu e-mail em um comentário (que não será publicado), que eu entro em contato.

Obrigada pela visita, e volte sempre!

Fernanda.