30 de mar de 2016

Hello from: Singapura.

Para começar esse texto, a questão: o certo é Singapura ou Cingapura? Google não me ajudou muito a esclarecer essa dúvida - há um certo impasse, e pelo que pesquisei, existem (ou pelo menos já existiram) as duas formas. Porém, como eles mesmos denominam o país como Singapore ou Singapura (que significa Cidade do Leão em malaio), e foi a grafia com s a que mais encontramos nas pesquisas para a viagem, eu fico com Singapura. Entretanto, se alguém souber melhor do que eu, me explica aí nos comentários que eu corrijo! ;)

Enfim, explicado o impasse, prossigamos. :)

- - -

Gardens by the Bay - Vista do alto da Singapore Flyer. :)


Pois bem, no começo de março, viajamos para Singapura, a cidade-estado com um dos melhores índices de desenvolvimento humano (IDH) da Ásia - e do mundo! :) Trata-se de um lugar sobre o qual nós, brasileiros, praticamente não pensamos à respeito, já que é bastante longe e distante da nossa realidade... Mas, no meu caso, não foi bem assim: desde criança, em várias ocasiões, houve a possibilidade de o meu pai ir trabalhar nesse país, porém acabou nunca acontecendo. Só que agora, estando aqui pertinho, eis que surge a oportunidade... E ora, por que não? ;)

Assim, passamos um final de semana no país, e foi uma ótima experiência! :) Por isso, quero deixar aqui meu registro - sem pretensões de fazer um guia ou coisa do gênero, que fique claro - de como foi a viagem e minhas impressões sobre esse lugar tão diferente e bonito.

Então, vamos lá!


Aleatoriedades sobre Singapura:

Um recanto bonito do Singapore Zoo.
- Ao contrário da Tailândia, o custo de vida em Singapura é alto - na verdade, bastante alto. A moeda local é o dólar de Singapura (SGD), cujo valor se aproxima ao do dólar americano. Mas mais que isso, acho que, principalmente por ser um país de primeiro mundo, os serviços são caros: táxi, alimentação, hospedagem, ingressos dos pontos turísticos... No final, a conta realmente fica salgada, não se pode negar. Então, atenção: se algum dia planejar ir à Singapura, prepare os bolsos! ;)

- Até que havia turistas em Singapura, mas desta vez, a maioria deles eram asiáticos. Assim, acabei passando pelo que esperava ter passado na Tailândia - dessa vez, a gente realmente acabou chamando mais a atenção com nossa cara de ocidental. Inclusive, teve um taxista que não se conteve em perguntar de onde éramos e ficou bastante surpreso quando respondi que do Brasil: Very far!, ele disse. (Ah sim, porque em Singapura todo mundo fala inglês - e um inglês bem falado. :P Sem problemas de comunicação dessa vez, ufa!)

- Faz calor em Singapura - tipo, muito calor. Um sol realmente de rachar. Digamos que passei bastante calor nas ruas da cidade... :P A parte boa, porém, é que lá as pessoas realmente dão valor ao conforto, o que significa: ambientes refrigerados em cada esquina Apesar de enfrentar um calorão nas ruas, era relativamente fácil escapar dele. Inclusive, eu não vi pessoalmente, mas uma das brasileiras que conhece o país contou que viu uma espécie de ar condicionado ao ar livre, e eu fiquei tipo GENTE, AÍ SIM! #QUERO Pra vocês terem noção de como é esse lugar... ;)

Gardens by the Bay - Supertrees
- A cidade é muito moderna. Tem suas belezas naturais, mas o ponto forte sem dúvida é a arquitetura, com construções super contemporâneas, cheias de curvas e luzes... Singapura é conhecida como cidade-jardim, e realmente, é essa a sensação que temos ao andar pelas ruas: tudo muito arborizado, florido, bonito, limpo, mas sempre mantendo o ar de modernidade. Pra quem curte esse tipo de paisagem, é realmente um prato cheio. Fenomenal. 

- Comentei ali em cima que a cidade é limpa, e de fato, é. Aliás, além da beleza, a limpeza e a organização foram as coisas que mais me marcaram em Singapura. Quero dizer, enquanto aqui na Tailândia você atravessa as ruas na base do salve-se quem puder, lá tem semáforos e faixas em cada esquina - e inclusive, pelo que eu soube, se você desrespeitar algumas dessas regras que mantêm a organização, você pode ser multado, no mínimo. Então, vale ficar esperto... ;)


Passeios:

Singapore Flyer e sua imponência.
- Singapore Flyer: A famosa roda-gigante que aparece nos cartões postais de Singapura. Bonita e moderna, ela combina com o resto da cidade. É uma das maiores rodas-gigantes do mundo - supera inclusive a London Eye, para se ter uma ideia do seu tamanho. A vista lá de cima é sensacional!  Tive oportunidade de dar duas voltas na Flyer, uma durante o dia e outra à noite; foi bem bonito em ambas as ocasiões, mas confesso que curti mais o passeio diurno, já que de noite, com toda a iluminação, os vidros fazem muito reflexo. #Dica ;) Enfim, vale muito a pena conhecer. Inclusive, prefira a cabine 17, que foi onde, por coincidência, dei minhas duas voltas na Flyer: ela é bem confortável! :P


Eu vi um panda!
- Singapore Zoo & River Safari: Além desses dois, no mesmo lugar ainda havia um parque de aves e um passeio noturno pelo Zoo, se não me engano, que infelizmente não deu tempo de conhecer. :( Mas pelos dois que visitei, já valeu a pena: o zoológico de Singapura é o mais legal em que já estive na vida. Não só pelo ambiente, que é muito bonito e tenta ao máximo recriar o habitat dos animais, mas pela mentalidade da instituição: eles possuem vários projetos educativos, trabalhos de resgate de animais em situações de risco, além de aceitarem trabalho voluntário... Bem interessante. Já no River Safari, o foco principal são animais aquáticos e rios, mas eles também têm um refúgio de pandas () e passeios de barco. Foi tudo realmente muito agradável. Recomendo. ;)


Cloud Forrest e a cachoeira, tão grande que não cabe na foto.
- Gardens by the Bay: Basicamente, um jardim enorme e muito bonito, onde você encontra diversas atrações, sendo as principais o Supertree Groove junto com o Skyway (que só deu tempo de ver de longe :/) e as duas estufas gigantes, que são maravilhosas por fora e por dentro: a menor, Flower Dome, e a minha preferida, a maior, Cloud Forrest, que é realmente de tirar o fôlego, porque você encontra ali dentro coisas que realmente não esperaria encontrar em uma estufa, como uma cachoeira artificial gigante e magnífica, por exemplo. Super recomendo a visita. 


Marina Bay se iluminando ao anoitecer...
- Marina Bay e arredores: É lá que se encontra o Marina Bay Sands, um hotel cinco estrelas que possui a maior piscina de borda infinita do mundo, e que também é um Cassino e mais um monte de outras coisas que eu nem sei, porque esse lugar é phyno demais pro meu bico. :P Mas de qualquer forma, o prédio é super moderno e um dos principais cartões postais de Singapura, bem como seus arredores e toda área da Marina Bay. Tudo já é bem bonito durante o dia, mas à noite, com a iluminação especial, o lugar fica incrível. Meus destaques: Art Sciene Museum, The Helix Bridge, The Shoppes (EU SOU RHYCA!), e The Float. Mas toda a área da Marina Bay é realmente um espetáculo, e com certeza tem mais coisas legais que eu deixei de ver por falta de tempo... Uma pena! :/

- - -

Enfim, vou ficando por aqui. Foi uma viagem curtinha, mas muito boa. Sei que é longe (e caro), e que não é um dos destinos mais procurados por brasileiros... Mas se rolar a oportunidade de conhecer, vale muito a pena. E digo mais: um final de semana quebra o galho, mas ainda acho pouco tempo para aproveitar todas as possibilidades de Singapura. Quero dizer, eu mesma não tive tempo de conhecer vários lugares interessantes... Quem sabe um dia, né? ;)

Beijos!

PS: Para os meus amigos do Facebook que ficarem curiosos, postei lá um álbum gigante lá com fotos da viagem. ;)

26 de mar de 2016

Desafio das 52 semanas #12

Não conhece o desafio? Clique aqui! ;)


Tema da Semana:
~ * ~
Coisas para se fazer no frio.


1. Se enrolar em um cobertor. E todo o resto que pode acompanhar esta atividade maravilhosa: filminho, maratona de séries, livro, música, cobertor de orelha, lareira acesa com o barulhinho do fogo crepitando e cheiro de lenha queimando, e - porque não? - uma janela com vista pra uma paisagem cheia de neve. QUERO! 

2. Comidas e bebidas quentinhas. Chocolate quente, capuccino, sopinhas, caldos, fondue... Se pá, dependendo do caso, dá até pra mesclar com o primeiro item dessa lista. QUERO DE NOVO! 

3. Banho quente. Ah, o prazer indescritível de tomar um banho quentinho num dia frio! Seja ducha ou banheira, é sempre uma maravilha. Claro, o desespero de ter que sair do banho e encarar o frio até conseguir vestir a roupa é igualmente proporcional, mas vale a pena. :P

4. Vestir roupas bonitas. Porque as roupas de inverno, em geral, são lindas! Nem precisa fazer muito esforço pra ficar bem apessoada - e o melhor de tudo, você vai conseguir permanecer bonita ao longo do dia, porque você não vai ficar suada, com o rosto brilhando, com pizzas debaixo dos braços (uuuugh!), com a maquiagem derretida, e por aí vai. ;)

5. Ficar de boas e sossegada. Porque comigo é assim: se fico com frio, é só colocar mais agasalhos que tá tudo certo. Mas no calor, posso ficar PELADA que provavelmente ainda estarei derretendo e simplesmente não há o que fazer a respeito. Por isso: frio

- Tema bem a calhar, porque quem me acompanha no meu Twitter pessoal deve ter visto que o calor aqui na Tailândia piorou bastante ultimamente e eu estou penando com ele - não devia ter dito que estava encarando numa boa, pra que fui elogiar? Ando sonhando com um friozinho, pra variar... #SddsFrio

19 de mar de 2016

Desafio das 52 semanas #11

Não conhece o desafio? Clique aqui! ;)


Tema da Semana:
~ * ~
Meus brinquedos preferidos na infância eram:


1. Bichos de pelúcia. Provavelmente eram meu tipo de brinquedo preferido. Eu era completamente fissurada em bichos de pelúcia, realmente beirava o vício! :P Minha coleção era gigante, e não parava de crescer. Cada um deles tinha nome. Eu fazia questão de brincar com todos, e e como brincava com meus bichos de pelúcia TODOS OS DIAS, até que conseguia alternar bem. Eu inventava as histórias mais mirabolantes: sabia quais bichinhos eram namorados, quem era filho de quem... :P Quando cresci me desfiz de praticamente todos os meus brinquedos, mas simplesmente não consegui fazer isso com meus bichos de pelúcia. A maioria está guardada no meu armário até hoje, ainda que eu quase nunca mexa neles ou mesmo lembre dos nomes de todos. Mas eles realmente foram o principal ícone da minha infância, e ainda estão lá pra me trazer boas lembranças. 

2. Barbies. Provavelmente meu segundo tipo de brinquedo preferido. Na verdade, eu gostava de bonecas em geral (bebês, bonequinhas tipo Moranguinho, enfim, todas), mas as Barbies eram sem dúvida as minhas preferidas. Eu também brincava com elas praticamente todos os dias, porém, ao contrário dos bichos de pelúcia, minhas Barbies e Kens mudavam de nome a cada brincadeira - e devo dizer que eu amava nomes gringos, especialmente se tivessem a letra y:P O preferido, de longe, era Kelly; mas também gostava de Alice (que eu achava que escrevia Hélice) e Madison (por causa do filme Splash: Uma Sereia em Minha Vida, que era um dos meus queridinhos do Cinema em Casa do SBT e realmente tinha que ter entrado na outra lista). Enfim, era tudo muito divertido. 

3. Minhas fitas da coleção Conte Outra Vez. Ok, elas não eram exatamente brinquedos. Porém, eram fundamentais para uma das minhas brincadeiras preferidas, que consistia em colocar a fita pra tocar e, basicamente, interpretar a história: eu sabia as falas de cor, então fingia ser uma das personagens (geralmente a princesa, é claro). Era muito divertido! \o/ Eu realmente me transportava, me sentia lá no castelo, no bosque, whatever, e fingia que os outros personagens estavam ali interagindo comigo... Ah, a capacidade de imaginação das crianças. Gostaria de ainda tê-la, era sensacional. :)

4. Meus CDs. Sim, eu sei que eles também não eram exatamente brinquedos. Mas, de novo, eram parte imprescindível de outra das minhas brincadeiras preferidas: dançar. Eu realmente amava dançar quando era criança - na verdade ainda gosto até hoje, mesmo que quase nunca faça isso, por motivos de: me falta o fôlego. :P Era comum eu colocar um CD pra tocar e passar a tarde dançando várias músicas, inventando coreografias, e por aí vai. Alguns dos meus CDs preferidos: Chiquititas, ThaliaMamonas Assassinas (esses dois últimos definitivamente pouco indicados para crianças, mas quem liga) e um de músicas natalinas cantadas em português de Portugal que veio com uma revista Caras antiga e que eu ouvia mesmo fora de época, porque sempre amei o Natal. (Sim, eu sei que sempre fui esquisita, me deixem :P)

5. Quebra-cabeças. Eu amava quebra-cabeças. Bastava uma tarde mais entediada que eu pegava um dos meus quebra-cabeças de trezentas peças e esquecia da vida. De fato, eu ainda gosto bastante de quebra-cabeças, mas faz tempo desde a última vez que montei um... uma pena, pois era uma ótima distração. 

16 de mar de 2016

Patinhos Feios #4

Continuando meu TOP 6 (dividido em seis posts) de:


Melhores Histórias de Patinhos Feios Ever!

4- O Anjo da Noite.


Sim, vai ter livrinho de banca nessa lista, sim senhor! ;)

Houve uma fase na minha vida em que eu lia muitos desses romances de banca, principalmente porque eram baratos e cheios de páginas. ;) É verdade, a maioria deles é clichê e sem grandes novidades, do tipo que você lê em uma tarde entediada para se distrair, e quando termina, logo esquece do que se tratava. Mas eu sempre digo: às vezes você dá sorte, e ao pegar um desses livrinhos esperando mais do mesmo, acaba se deparando com uma história maravilhosa. De fato, alguns dos meus livros preferidos são justamente romances de banca. ;) Esses livrinhos especiais eu guardo na minha coleção, e o quarto item do meu TOP 6 é um deles: O Anjo da Noite foi o terceiro livrinho de banca que li na vida, lá no começo da adolescência, e apesar de ter vários dos clichês típicos, é uma história que me marcou e que amo até hoje. 

- - - - -

Ainda criança, a vida de Gwendolyn mudou completamente ao perder os pais e ver sua propriedade, Cravenmoor, ficar nas mãos de seu tio cruel e sanguinário, Titus. Gwendolyn era uma menina excepcionalmente bonita, e seu destino seria certamente terrível vivendo ao lado do tio desalmado em meio à sua corte pervertida. Para protegê-la, seus cuidadores decidem criar um disfarce para a criança: desta forma, Gwendolyn cresce escondida sob cabelos emaranhados, vestida em roupas feias, cheias de enchimentos, além de fingir ser manca e ter problemas mentais.

O disfarce é eficaz, e Gwendolyn consegue escapar de violências maiores... mas a existência em Cravenmoor é um pesadelo repleto de humilhações, insegurança e rancor. Tudo muda, porém, quando ela descobre que deve se casar com um herdeiro de reputação duvidosa, devido a um acordo feito por seus pais muitos anos antes. Titus tem certeza de que o homem não aceitará se casar com uma mulher como sua sobrinha, mas para Gwendolyn, a situação é imprevisível: se o noivo se revelasse honrado, ela poderia escapar para sempre do jugo do tio... Mas como revelar seu segredo sem ter tal certeza? Por isso, em meio às dúvidas, a jovem decide manter seu disfarce até conhecer o noivo o suficiente para saber se poderia confiar nele...

Desta forma, a comitiva de Cravenmoor parte rumo a Mistedge - a propriedade de Falke, noivo de Gwendolyn. A chegada é conturbada: todos ficam chocados com a figura lastimável da moça, o que logo lhe rende um apelido nada lisonjeiro: Lady Wren, em comparação a um pássaro pouco gracioso. Porém, Falke rapidamente percebe que há mais sobre sua noiva do que a superfície chocante deixa entrever, ainda que a princípio não tenha noção da extensão de seus artifícios... Mas não tarda a descobrir: pouco depois da chegada de Lady Wren a Mistedge, a tragédia se abate sobre a propriedade na forma de uma epidemia de febre que acomete o povoado, terrível e avassaladora. Sendo uma das únicas pessoas que sabe como ajudar, a jovem acaba abandonando parte de seu disfarce para poder auxiliar os aldeões, incapaz de evitar que todos percebam que ela não tem problemas físicos ou mentais. O único disfarce que lhe resta é sua aparência... Enquanto isso, circunstâncias inesperadas e urgentes fazem com que Falke e parte dos nobres de Mistedge partam para o povoado, em meio ao caos da epidemia, enquanto todos os outros permanecem no castelo. E é nesse contexto, enquanto se vê exposta e vulnerável aos olhos de Titus e da corte pérfida de Cravenmoor, que Lady Wren conquista pouco a pouco a lealdade, o respeito e a admiração dos aldeões e dos nobres de Mistedge... Incluindo de seu noivo, Falke. 

Porém, nem tudo são flores - porque em meio a tanto caos, Falke encontra por acaso, na floresta, a mulher mais bonita que já viu. Tão linda que ele decide chamá-la de Anjo, já que ela se nega a revelar sua identidade... Mas mais que beleza, ela tem algo mais: sua forma de falar, seus modos... A verdade é que ela lhe parece tremenda e inexplicavelmente familiar. Porém, não há espaço para distrações como essa em Mistedge: tantos problemas requerem uma liderança forte, enquanto que Lady Wren, agora ainda mais exposta à crueldade do tio, precisa de ajuda. E ajudá-la é tudo o que Falke quer fazer... Entretanto, ainda assim não consegue evitar sentir-se dividido entre a lealdade para com sua admirável e corajosa noiva, e a atração pelo misterioso e irresistível Anjo da noite...

- - - - -

Eu realmente amo essa história. É super melodramática, quase claustrofóbica em alguns momentos de tanto que vemos a mocinha sufocada, na corda bamba, sempre escondida e com medo, passando por verdadeiras provações na mão do tio e do povo nojento de Cravenmoor.

É também uma tremenda história de patinho feio, porque Gwendolyn é absolutamente inteligente, perspicaz, corajosa e linda, mas é obrigada a viver escondida sob a pele da simplória Lady Wren, em constantes maus tratos. É uma verdadeira aflição a espera pelo momento em que ela finalmente vai poder aparecer, parar de se esconder, ser ela mesma...

Outra coisa que amo nesse livro são os verdadeiros dilemas criados por toda essa situação complicada. Como já ficou claro no resumo, no decorrer da história Falke se vê dividido entre sua admirável noiva feia e o Anjo, sem fazer ideia de que, na verdade, elas são a mesma pessoa (ah vá, nem é spoiler, porque isso é revelado rapidamente na história... e afinal, isso aqui é um livrinho de banca, meus caros: é óbvio que as duas seriam a mesma pessoa). Por conta disso, surgem situações de fritar os neurônios... Tipo traições, que na verdade não é traições, ou será que são? #confusa Uma mocinha que sente ciúmes, inveja e até raiva de si mesma - e, incrivelmente, com razão! :P Um mocinho que em alguns momentos é tão lerdo que dá vontade de sacudir. Ou socar. E por aí vai... No decorrer das páginas, a expectativa para que Falke tome vergonha na cara a decisão correta e para que tudo se resolva é intensa... Mas como isso aqui é um livrinho de banca (e segundo o estatuto dos livrinhos de banca, todos eles precisam ter um final feliz, podem conferir), vocês já devem imaginar qual é a escolha dele, né? 

Bom demais. :)

Destaque: Aquele momento em que Lady Wren revela sua verdadeira aparência e uma quantidade considerável de pessoas fica com cara de ponto de interrogação tentando entender o que raios está acontecendo: diversão garantida. :D

- Diana Hall: Não me conformo que só tem dois livros da autora traduzidos para o português, no caso, O Anjo da Noite e um outro de velho oeste que eu sei que li, mas que não me marcou nadinha. Eu queria ler mais coisas da autora, porque a chance de gostar é grande... Mas desse jeito nem rola, né. #fuén.

Continua...

12 de mar de 2016

Desafio das 52 semanas #10

Não conhece o desafio? Clique aqui! ;)


Tema da Semana:
~ * ~
Minhas comidas preferidas:


1. Gnocchi. Uma das minhas comidas preferidas desde sempre, eu AMO gnocchi desde que me dou por gente. E é uma tristeza só, porque eu não sei fazer -  já tentei várias receitas, mas nunca fica do jeito que eu gosto. Também é uma dificuldade encontrar boas opções em restaurantes... oh, como sofro! :P

2. Ouro Branco. Chocolates em geral, mas o Ouro Branco é o meu bombom favorito de todos os tempos. Ganha até do Ferrero Rocher. Quer me deixar feliz e te amando? Me dá um Ouro Branco. 

3. Sanduíches. Eu amo sanduíches. Sou dessas que troca fácil um prato de comida por um hambúrguer. Ou por um cachorro quente. Ou por qualquer outro sanduba caprichado. :)

4. Pizza. Não tenho nem palavras para comentar, porque né, é PIZZA. E tem o plus de me fazer lembrar da Itália.

5. Morango com chocolate. Pode ser puro, ou pode ser a combinação em um bolo ou algum outro doce. Morango + Choocolate = VIDA

- Apenas comidas saudáveis na minha lista. #SQN #RainhaDaJunkFood

9 de mar de 2016

Hello from the other side... #4

Continuando a série de posts, vamos lá! (Mas relaxem, que já estou ficando sem assunto... :P)

O que aprendi sobre a Tailândia até agora?

Não. Tem. Calçada. Como lidar?
- Pattaya realmente não é o melhor dos mundos para os pedestres. Já havia comentado no primeiro post sobre a dificuldade que é para atravessar ruas (já estou mais esperta, aleluia!), mas como na época ainda não estava aqui há tanto tempo e só tinha andado por lugares mais movimentados, não tinha reparado em outra questão muito importante: as calçadas são péssimas - isso quando tem calçada. Sério, são muitas as ruas em que a calçada é toda esburacada, ou cheia de mato, ou de lixo... ou que simplesmente não têm calçada, e você tem que andar pelo cantinho da estrada, torcendo pra não ser atropelada. É bem complicado! :P A essa altura já estou mais acostumada, e os motoristas definitivamente também são acostumados com pedestres andando no canto das ruas, mas ainda assim: aflição#SddsCalçadas

- Ainda falando sobre vias públicas e infra estrutura, outra coisa que não tem como não reparar: os postes, e os zilhões de fios emaranhados neles. É muito fio! As pessoas que trabalham nas companhias de luz aqui precisam manjar muito dos paranauês de eletricidade e saber muito bem o que estão fazendo, só digo isso... :P

Um doce pra quem conseguir contar quantos fios tem nessa foto. (Spoiler: não dá)

- Uma particularidade aqui de Pattaya (e acredito que da Ásia, em geral) é a forma como eles lidam com certas doenças, como gripe, por exemplo: quem fica gripado tem que usar máscara em ambientes públicos. É a coisa mais comum você andar pelas ruas e ver pessoas usando máscaras... No início eu ficava super encucada (tá todo mundo com gripe aviária, socorro!), mas depois acabei acostumando. É realmente uma questão de educação por estas bandas: estar doente e não usar máscara é uma atitude muito mal vista. Na verdade, é um embaraço espirrar ou tossir em um lugar público sem máscara, porque a chance de receber um olhar atravessado é grande. Até entendo, porém: meus pais ficaram gripados em determinado momento, e nossa, que gripe desgraçada! Muito diferente dos nossos resfriadinhos cariocas, não passava nunca, com direito a antibióticos e por aí vai. (Se bem que, pelo que tenho percebido, aqui o uso de antibióticos é praticamente indiscriminado. Não precisa nem de receita especial pra comprar na farmácia... Coisa que provavelmente gera bactérias resistentes e talvez explique essas gripes bombadas. Mas isso já é outro assunto) Enfim, então dá pra entender o lance da máscara... Se eu pegar uma gripe, com certeza vou usar, porque não estou a fim de ser fuzilada pelo olhar de uma dúzia de tailandeses revoltados com minha falta de consideração ao espalhar germes pelo ar. ;)

- E por falar em particularidades da Tailândia / Ásia, tem uma que eu AMEI e adoraria exportar pro Brasil.  Estou me referindo aos trajes de banho que as mulheres usam por aqui. Basicamente, a gente vê de tudo nas praias e piscinas: biquínis com aqueles bumbuns gigantes que cobrem tudo, biquínis fio dental, biquínis grandes, biquínis pequenos, com camisetinhas, shorts ou saias, maiôs, maiôs com shortinhos, maiôs e biquínis retrôs com cara da década de 1940, e finalmente, os vestidinhos. Sério, eles têm aqui uns vestidinhos pra ir à praia! Eu acho lindos, um mais fofo que o outro, além de serem soltinhos e parecerem mega confortáveis - perfeitos pra gente como eu, que odeia roupa colada entrando onde não deve e mostrando o que não quero. ;) Mas mais que os modelitos em si, legal mesmo é essa cultura democrática - você pode ir à praia como quiser, que ninguém fica reparando ou dando pitaco - coisa que, pelo menos na maioria dos meus círculos cariocas, não acontece: mulher tem que usar biquíni, porque maiô é coisa de vó, e ah, tem que ser biquíni pequeno, porque biquíni grande é feiozZzZzZz. #preguiça Não que eu siga isso, uso a roupa que quero usar, porém é um saco ter sempre alguém reparando e dizendo que você devia colocar um biquíni. Fico imaginando se eu aparecesse com um vestidinho desses no Rio! :P Enfim, a questão é: aqui não tem nada disso, aqui o povo tá de boas; vai como quiser, porque realmente ninguém tá nem aí. Fim. ;) (Se bem que há limites, porque algumas vizinhas disseram que outro dia tinha uma moça com cara de russa tomando sol completamente pelada aqui na piscina do condomínio. Gente! Roupa demais acho ok, mas roupa de menos na piscina do condomínio é bem esquisito, convenhamos! :P)

Postagem no Facebook de uma colega brasileira
que também está aqui. Só li verdades.
- Uma coisa muito importante e que ainda não comentei é sobre a violência em Pattaya, que, no caso: não tem. ;) Isso é realmente um ponto muito positivo de se viver aqui - a tranquilidade.  Claro, não é um lugar perfeito e tem lá suas questões... inclusive, em alguns pontos têm umas placas muito engraçadas alertando turistas sobre risco de assaltos naquela área; mas o fato é que eu nunca vi nada disso acontecer. A gente anda tranquilamente pelas ruas, a hora que for... vivemos realmente sem medo, o que é, de fato, maravilhoso. :)


E vou ficando por aqui! :) No mais, não sei se vou continuar com esses posts... Bem, pelo menos não com a regularidade que tenho mantido até agora. A verdade é que minha criatividade está no fim, e não sei mais sobre o que comentar! :P Mas se por acaso alguém tiver alguma curiosidade específica, deixa aí nos comentários, que se eu souber respondo em novos posts, ok? ;)

Beijos!

5 de mar de 2016

Desafio das 52 Semanas #9

Não conhece o desafio? Clique aqui! ;)


Tema da Semana:
~ * ~
Pessoas que eu gostaria de conhecer ou ter conhecido.


1. Charlotte Brontë. É uma pena que ela tenha vivido no século XIX e que ainda não tenham inventado uma máquina do tempo. Se eu a encontrasse, a primeira coisa que faria seria dar um abraço e agradecê-la por ter criado a melhor história e a melhor personagem ever Depois iríamos conversar por horas e logo seríamos BFFs, tenho certeza absoluta. :D

2. Colin O'Donoghue. Também conhecido como Hook. Ou como o carinha do clipe da Christina Perri. Ou como o crush mais maravilhoso de todos. \o/ Na verdade, vocês precisam saber que ele só se casou com outra porque nunca nos conhecemos. Tenho certeza que teria sido amor à primeira vista...! :P Bônus: sotaque irlandês *pof*

3. Mauricio de Sousa. Mais um que, se eu encontrasse, provavelmente iria dar um abraço logo de cara, agradecendo por ter me ajudado a descobrir ainda na infância o prazer da leitura. :)

4. Taylor Swift. Não sou alguém que se encaixe bem no papel de fã, porque nunca achei aceitável me descabelar por uma pessoa que nem sabe que eu existo. Sou mais de admirar o trabalho de alguém, e não esse alguém em si... ;) Mas no caso da Taylor abro uma exceção: eu de fato gostaria de conhecê-la. Não só porque amo as músicas dela - é incrível como, se a gente parar pra analisar, tem trechos perfeitos pra ilustrar quase qualquer situação da vida - mas porque admiro muitas atitudes dela como pessoa: a forma como ela trata seus fãs, sua dedicação à caridade e especialmente às crianças com câncer (Ronan :/)... Além do mais, ela simplesmente parece ser divertida! \o/ Agora, se eu pudesse encontrar com ela, a primeira coisa que perguntaria seria: Por que você nunca respondeu o Adam Young? POR QUÊ? Não se deixa publicamente no vácuo alguém que faz uma declaração daquelas, coitadinho... :(

5. C.S. Lewis. Porque foi ele quem escreveu As Crônicas de Nárnia, esses livros maravilhosos que fazem um paralelo genial com o cristianismo. ♥ Eis uma pessoa com quem eu adoraria bater um papo... acho que poderia aprender muita coisa. Além disso, daria pra perguntar como faz pro nosso guarda roupa funcionar e nos levar pra Nárnia, já que aparentemente o meu tá com defeito.  ;)

- Extra: Além do Colin, eu também gostaria de conhecer todo o resto do elenco de Once Upon a Time, por motivos de: o melhor elenco que já existiu. Sério. Me arranjem um convite para a próxima Ever After, pfvr! 

- Mais um tema difícil. Confesso que fiquei empacada por um bom tempo... porque tem muita gente que eu gostaria de conhecer, mas o suficiente pra entrar nessa lista, são poucos... demorei a me decidir, viu.

2 de mar de 2016

Patinhos Feios #3

Continuando meu TOP 6 (dividido em seis posts) de:


Melhores Histórias de Patinhos Feios Ever!

3- A Bela e a Fera.


Como uma boa apreciadora de histórias de patinhos feios, não é de se surpreender que A Bela e a Fera seja o meu conto de fadas preferido desde que consigo me lembrar.  Sou completamente apaixonada pela história, tanto pelo conto original, como por muitas das variações, adaptações, e histórias nele inspiradas. Em outras palavras, se tem a ver com A Bela e a Fera, as chances de eu gostar são grandes. ;)

- - - - -

O conto narra a história de Bela, uma jovem muito bonita que, para salvar o pai, aceita se tornar prisioneira de uma Fera temível que vive em um castelo enfeitiçado, escondido no meio de uma floresta sombria. Certamente foi uma escolha muito difícil para a moça, principalmente porque no princípio a Fera era realmente muito assustadora... Porém, Bela vai descobrindo que por trás da aparência bruta se esconde um ser solitário, que, aos poucos, se revela bondoso e gentil. Entretanto, certos acontecimentos acabam levando Bela para longe da Fera... e quando os dois se reencontram, ele está à beira da morte! É nesse momento que a jovem percebe que havia se apaixonado por ele, que o ama de verdade. Então, para sua completa surpresa, diante desta revelação a Fera se transforma em um príncipe... E conta à Bela sua história: ele havia sido enfeitiçado muito tempo antes, e só voltaria a ser humano se alguém se apaixonasse por ele, mesmo com sua aparência terrível. Os anos passaram, e ele já não tinha esperanças - pois quem seria capaz de amar um monstro? Mas Bela havia chegado e, contra todas as expectativas, o amou. Desta forma, finalmente o feitiço estava desfeito... E eles viveram felizes para sempre! The end. ;)

- - - - -

Todo mundo conhece essa história, não?  Eu escrevi um resumo bem genérico justamente porque, sendo tão popular e querida, existem incontáveis versões que carregam mudanças importantes... Mas, na essência, o enredo é esse.

E são tantas as boas lições que podemos extrair desse conto...! 

A primeira, obviamente, é: Não se deixar enganar pelas aparências, pois a beleza está no interior das pessoas. De fato, Bela aprendeu isso - ela enxergou a mudança na Fera, suas qualidades, e no fim, isso foi mais importante do que a sua aparência amedrontadora.

A Fera, por sua vez, precisou crescer muito antes de alcançar a redenção. Acredito que na maioria das versões do conto fica estabelecido que ele foi enfeitiçado porque era uma pessoa egoísta e fútil; desta forma, foi amaldiçoado com uma aparência que condizia com seu interior obscuro. Por isso viveu amargurado, desesperançado e solitário por muito tempo... Até Bela entrar em sua vida. Foi quando a principal mudança aconteceu, a Fera passa por uma verdadeira transformação em seu interior: troca os gritos por gentileza, troca a escuridão do castelo por passeios nos jardins, troca o isolamento por companhia, troca o egoísmo por generosidade e altruísmo (isso fica bem claro quando ele permite que Bela parta para encontrar o pai, mesmo que tal atitude pudesse prejudicá-lo tremendamente)... Finalmente, a Fera trocou o rancor e o ressentimento pelo amor - porque, convivendo com Bela, ele afinal aprendeu a amar *snif* Só então, depois de tamanha mudança interior, ele pôde ver seu exterior sendo transformado - e melhorado. ;)

Ai, ai... Amo demais! 

- Adaptações: Conforme já mencionei, ao longo dos anos foram feitas inúmeras adaptações do conto, e eu gostaria de citar - não necessariamente em ordem de importância - algumas das minhas preferidas:
  • A Bela e a Fera, Disney - esclarecendo que esse tópico engloba tanto a animação, quanto o musical da Broadway. PRECISA FALAR ALGUMA COISA?  Sobre o filme, foi provavelmente o que mais assisti durante a minha infância, tanto que sei as falas de cor até hoje: posso recitar tudinho e provavelmente só vai me escapar uma ou outra frase, pra ter noção do nível de amor.  Destaque para a trilha sonora, que amo demais: Beauty and The Beast - especialmente a versão de Celine Dion e Peabo Bryson - é a coisa mais linda dessa vida.  Finalmente, ainda sobre a Disney: estou ansiosíssima pela versão live action que vai ser lançada em 2017. Altas expectativas! ;)
  • A Bela e a Fera, da coleção Conte Outra Vez. Provavelmente quase ninguém conhece, porém, junto com a animação da Disney, foi uma das versões que mais marcou minha infância - isso porque eu era completamente viciada nessa coleção, ouvia as fitas todos os dias.  Vale ressaltar que a narrativa se aproxima bastante do conto original, e esse foi o meu primeiro contato com ele.
  • A Fera, livro escrito por Alex Flinn. Amo essa adaptação, acho fantástica a forma como traz o conto para os dias de hoje em um universo High School, mas sem perder a magia.  Existe um filme baseado nesse livro que não chega a ser ruim, mas que realmente não acho ter feito jus à obra original. Ou talvez seja só porque colocaram a Vanessa Hudgens como Lindy e eu não vou muito com a cara dela. Mas vale pela FABULOSA Mary Kate Olsen no papel da Kendra. Apenas arrasou. \o/
  • Once Upon a Time. A série não fala exclusivamente sobre A Bela e a Fera, é claro, mas a história está lá muito bem representada. Eu amo a forma como #OUAT consegue mesclar os contos de fada, juntando todos em um mesmo universo.  Porém, é necessário dizer: não me conformo com o que andam fazendo nas últimas temporadas, meu coração shipper de #Rumbelle não aguenta mais sofrer. APENAS PAREM PFVR GRATA.
  • A Bela e a Fera, filme francês lançado em 2014. Curiosamente, na primeira vez que assisti achei ruim, mas depois simplesmente amei. A trama é inspirada no conto original, mas foram feitas várias mudanças e adaptações que acabaram ficando muito boas. E o que é a fotografia desse filme? Linda demais, de tirar o fôlego! 

Continua...