28 de out de 2012

Dezesseis anos.

Já faz algum tempo que quero escrever esse texto, mas me faltam as palavras. Na verdade, quero e não quero. Quero escrever porque ela merece, e não quero porque ainda é dolorido demais organizar as idéias, tentar entender tudo o que aconteceu... ainda é dolorido demais pensar nela.

28 de Outubro. Há dezesseis anos ela nascia, e eu estava lá. Eu a vi nos seus primeiros momentos de vida. Branquinha, parecia um ratinho. Tão linda. Eu a peguei nos braços, e foi amor à primeira vista. Aliás, mentira: foi amor antes da primeira vista. Porque eu já a amava loucamente desde que soube que, finalmente, iria ganhar uma cachorrinha. E quando ela entrou na minha vida naquela madrugada de 1996, foi pra nunca mais sair. Na minha memória, no meu coração, na minha saudade, ela sempre vai estar.

Ah, ela não chegou a ver o dia de hoje: o dia em que completaria seus dezesseis idosos anos. Foi embora antes...

Não sei o que dizer. Como já mencionei, me faltam as palavras. Não sei como falar sobre esses últimos tempos difíceis, sobre a fase que começou no início do ano passado e que acabou exatamente no dia 14 de agosto de 2012. Não sei o que dizer sobre a senilidade, sobre as fraldas, sobre a alimentação complicada, sobre os tombos, sobre o frio. Sobre o fim dos passeios na rua que ela tanto amava. Sobre as opiniões sem solução dos veterinários, sobre os remédios e mais remédios que ela tomou. Não tenho palavras para falar sobre todo o estresse, sobre as broncas, sobre a falta de paciência e sobre o remorso que sempre vinha logo depois...

Também não sei bem o que falar sobre os tempos anteriores, onde tudo era tão lindo. Sobre a companhia insistente, sobre os carinhos, as incansáveis lambidas naquele ritmo frenético que só ela era capaz de alcançar. Sobre o pêlo macio, branco e fofo. Sobre o peso gorducho no meu colo, sobre o calor dela deitada do meu lado no sofá, sobre aquele narizinho gelado e úmido. Sobre chegar em casa e vê-la vir correndo, rebolando o traseiro porque o cotoquinho rabinho foi cortado muito curto para ela conseguir abaná-lo. Sobre aquela barriguinha rechonchuda, sobre as orelhinhas compridas, sobre as brincadeiras. Sobre as inúmeras vezes em que ela foi minha única companhia e consolo. Sobre o jeitinho especial que só ela tinha, que conseguiu conquistar até um e outro que nunca gostou de cães. E mais antigamente ainda, sobre os inúmeros brinquedos e bichos de pelúcia roubados do meu quarto e destruídos na maior alegria - uma filhotinha roubando os brinquedos de uma criança. Ah, sobre tantas outras coisas...

Não sei o que falar, porque ainda machuca demais lembrar dela. Minha companheirinha, que me faz uma falta tão grande ainda hoje que não me atrevo a comentar com ninguém, pois sei que não me entenderiam. Minha amiguinha tão linda, que não teve culpa de ter ficado do jeito que ficou na velhice. Que não merecia os comentários e as piadinhas, que foi maravilhosa até o fim, do jeito dela.

Me emociono aqui ao escrever esse texto, ao lembrar dela e de tudo o que aconteceu. Tinha de ser feito, diz a racionalidade. Ela estava sofrendo. Era a coisa certa a fazer, é o que todos dizem... Mas eu não sei. Era mesmo? Como pode ser certo intervir numa coisa dessas? Quem somos nós para decidir algo assim? Não sei. Não sabia na época, e não sei hoje.

Esse texto está confuso? Deve estar, porque quando é ela o assunto, não sei de muita coisa. Mas sei o seguinte: ela não merecia o final que teve...

Julie. Jujuquinha, mô neném, cachorro, cachorrinho... Tão querida! Se pudesse escolher, não jogaria nada fora, porque todos os anos de alegria que ela me trouxe compensam de longe o final tão triste.

Tem tantas coisas mais que eu gostaria de dizer sobre ela, mas enquanto os pensamentos e lembranças sobram, faltam ainda as palavras. Então, paro por aqui, dizendo apenas mais uma vez: saudades, minha amiguinha. Você foi muito especial. Obrigada por ter feito minha vida mais feliz enquanto esteve aqui... Nunca vou te esquecer.

20 de out de 2012

Dúvida #2

Esses dias vi um daqueles posts bregas do Facebook com a seguinte frase:

Mandar indireta é fácil! Quero ver é publicar no meu mural...

Mas me diz uma coisa, coleguinha: você há de concordar que esse próprio post constitui uma indireta, é ou não é? Então, porque você não seguiu a lógica do raciocínio, e postou direto no mural do seu alvo...?

Taí a pergunta que não quer calar.

- Gente que adora fazer pose e pagar de "autêntico", mas que é tudo farinha do mesmo saco: ah, como eu adoro! Só que não. :)

PS: Ok, sim, se formos analisar, este post aqui também constitui uma indireta, e talvez eu devesse escrever essa mensagem diretamente para o meu alvo... Mas, ah. Quem se importa? Eu nunca compartilhei nenhuma dessas frases toscas de Facebook, mesmo, então estou fora dessa. Além do mais, não nego: como esse post comprova, sou super adepta de umas boas indiretas quando necessário. ;)

10 de out de 2012

Dúvida #1

Será que as pessoas que publicam aquelas coisas do tipo Curte ou Compartilha no Facebook REALMENTE acham que eu vou fazer alguma das duas coisas?

Pior ainda: ultimamente, além do simples Curte ou Compartilha, vem aparecendo o tal do Apenas Olhe embaixo da opção mais tosca da brincadeira... eu quase posso visualizar o sujeito que criou o post: A-há, isso, agora todo mundo vai ter que curtir ou compartilhar, porque se não fizer nada é porque está concordando que gosta de (adicione aqui o nome da tosqueira)! Uhuuu, sou um gênio!

Legal, gênio, uaaau, você é mesmo muito esperto! Parabéns. Agora, faz o seguinte... senta lá pra esperar um pouquinho, que já já vou compartilhar / curtir seu post maravilhoso, ok?

Beijocas, seu lindo! :*